quinta-feira, 8 de julho de 2010

Caso Bruno

Crueldade

Caso Bruno: assassino disse à Eliza que ela não iria mais apanhar, e sim morrer
Publicada em 08/07/2010 às 13h08m
Gustavo Goulart

BELO HORIZONTE - A crueldade com que Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno, foi morta chocou até a Polícia Civil mineira. Segundo o depoimento do menor de 17 anos, que depôs confessando participação no desaparecimento da jovem, Bruno estava no sítio, viu Eliza com a cabeça ferida pelas coronhadas, acompanhou a ida da jovem para o sacrifício, e, dos envolvidos, era o mais tranquilo.

No dia 9 de junho, a jovem foi levada para a casa do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, também conhecido pelos nomes Paulista, Neném e Bola, no município de Vespasiano, próximo a Belo Horizonte. Ela saiu do sítio do goleiro sob o argumento de que iria para um apartamento alugado. Por isso, arrumou as malas para partir com o filho.

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Você não vai mais apanhar, você vai morrer
"
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Ao chegar na casa do ex-policial, a jovem teve as mãos amarradas para trás e levou uma gravata. Antes de ser asfixiada e morta, Eliza dizia que não aguentava mais apanhar. Marcos, então, respondeu para ela: "você não vai mais apanhar, você vai morrer." E, estrangulou a jovem.

Depois do crime, em Vespasiano, o ex-policial mandou que as testemunhas fossem embora para que ele pudesse se livrar do corpo. Foi quando Marcos esquartejou o corpo e jogou partes para os cachorros.

Os outros envolvidos foram para o sítio de Bruno. Ao chegarem ao local, o goleiro ateou fogo na mala de Eliza e depois foi beber cerveja na piscina.

O jogador, segundo o delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigações de Homicídios e Proteção à Pessoa de Minas Gerais, participou das agressões e foi definido por ele de uma forma surpreendente:

- Ele é um ídolo para o Flamengo, mas um monstro para a polícia. Estamos muito chocados com a brutalidade do crime. Estamos acostumados a ver coisas bárbaras, mas este caso nos deixou muito emocionados - disse.

Enquanto estava em cárcere privado, no sítio de Bruno, em Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte, Eliza era obrigada a telefonar para amigas e dizer que estava bem e viajando. Durante os telefonemas, Bruno colocava caixas de som ao lado dela, ligadas num volume alto, para parecer que ela estava em festas.

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